"Ah, que tão falso foi o nosso amor,
De peito oco.
Tão livre de carícias e apertos
Nem de longe assim se imaginou
Que nós dois juntos não seríamos
O que sozinho eu sou...
Como se eu já não me contentasse
Em o mundo me açoitar tão repetidamente
Fui lá eu, procurar no peito de outra gente
Um canto meu, uma cama quente, um cobertor...
Mas só vi promessas, esperanças empoeiradas
Vi as mentiras das mais descaradas
Vi um recanto, um espanto, um horror
Nas esquinas do teu peito desabrigado
Eu fui o mendingo pedindo de esmola mais um pouco de dor..."
Lucca R. DiAngello
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